quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Só sei que foi assim...


Eu não fugi do clichê e estava aqui pensando no meu 2014.... Fiz uma relação imaginária das tantas conquistas pessoais e profissionais, das dores, das decepções, das frustrações, dos erros cometidos, dos abraços , telefonemas, e-mails e mensagens não enviados e, de outros tantos que chegaram aos seus destinatários....

Pensei nas tantas vezes que me calei neste 2014, nas muitas opiniões que não emiti e nas inúmeras vezes que pedi à Deus para não soltar minha mão. Então encontrei a foto dessa árvore, que achei ser a tradução literal do meu ano. Olho pra ela e não penso em outras coisas a não ser perseverança e resistência...

E vamos em frente, porque chegou o tempo de reacomodar as raízes, adubar tudo com muito amor e encarar o 2015!

sábado, 20 de dezembro de 2014

Coração feliz, sorriso fácil!


Poder terapêutico das férias em família...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Dos silêncios que fazemos....



Sempre escrevi para diminuir a febre do "sentir", mas paradoxalmente, em 2014, que foi um dos anos que mais senti, pouco escrevi... Foi o ano de exercer a arte do calar! E calar nos adoece..

sábado, 5 de julho de 2014

Quase uma década já se passou...

Eu nasci em Marilena, uma cidadezinha paranaense, com pouco mais de 6 mil habitantes, que fica na tríplice fronteira entre o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Era 1975. Naquele cantinho do sul do mundo fui à pré-escola, frequentei o ensino fundamental e me formei em técnico em contabilidade. Tudo no Colégio Estadual Princesa Izabel, recanto de grandes amizades, do primeiro amor, das primeiras sílabas, da construção dos sonhos. Quando eu era adolescente com uns 12 ou 13 anos, no final dos anos 80, eu me lembro de ter um caderno de recordação onde os amigos deixavam depoimentos e faziam previsões do futuro. Lembro também de longas conversas com a Andressa, uma amiga querida, cuja amizade preservo até hoje. Sentávamos na frente da casa dela, na Avenida Paraná para apreciar o "movimento" e colocarmos a conversa em dia. Costumávamos divagar como estaríamos quando chegassem os anos 2000. Eu estaria com 25 anos e imaginava que seria uma professorinha delicada da pré-escola ou uma alfabetizadora nota 10 como a Tia Alda e a Inez Cordeiro, minhas primeiras professoras. Tinha certeza que já estaria casada e teria uma casinha branca, com varanda para ver o sol nascer: em Marilena.

Foi difícil deixar minha pequena cidade para trás. Lá estavam meus amigos, meus avós, meus pais, tios e primos. O primeiro ano longe de casa foi dolorido. Difícil mesmo! Eu estava em Curitiba. Queria trabalhar e estudar. Só cumpri a primeira parte. Cinco anos depois me mudei para SC: Joaçaba. Na bagagem continuava invejando quem carregava a certeza do que queria ser quando crescesse. Eu me inspirava nas minhas professoras, mas no fundo achava que eu era explosiva demais para lidar com crianças. Aos 24 anos entrei para a faculdade de comunicação e entre tantos colegas de sala, jovens e recém saídos do segundo grau, como manda a tradição, eu enfim descobri o que queria ser quando crescesse. Foram nove felizes e produtivos anos em Joaçaba,mas novamente havia chegado o tempo de seguir em frente. Em julho de 2005, aportei em Videira. No final do mês, comemoro nove anos aqui. 

No final dos anos 80, lá em Marilena, quando eu costumava planejar meu futuro, nem nos sonhos mais loucos eu poderia imaginar como minha vida seria aos 39 anos. Hoje, olho para trás com muita gratidão. Deus é cuidadoso, zeloso e detalhista. Entre dores e alegrias que me acompanharam nesse tempo todo longe de casa, posso ver a mão Dele restaurando estragos e planejando meus próximos passos. E é nesse cuidado que descanso para concretizar sonhos que ainda estão adormecidos aqui dentro do meu coração. 

E que seja sempre no tempo Dele e não na ansiedade que muitas vezes opera em mim!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Ao infinito e além...



Tinha no peito um vazio sem fim que nada supria... Nem o sussurro, nem o sorriso, nem o grito... Nem o feio, nem o lindo, nem o bonito... Descobriu o segredo: O infinito só se preenche com o infinito!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Desabafo pós inundações/enchente...

Terminado o período crítico e de aflição que Videira viveu nos últimos dias, por causa das chuvas e dos alagamentos quero registrar minha tristeza como servidora pública e como ser humano. E não é apenas com os estragos materiais. Nesses dias de forte pressão psicológica, do medo do inesperado, da tragédia iminente, eu e muitos colegas servidores também sentimos na pele a ignorância, a prepotência, a arrogância e a ingratidão de muita gente.

Gente que estava no conforto de suas casas, embaixo das cobertas, na frente de computadores e de lá emitiam comentários que via teclados percorrem um caminho de mão única e não tem nada de democráticos. Ser sarcástico, polêmico ou maldoso se tornou a maneira mais fácil de um cidadão ignorante se tornar popular em rede social. E eu abomino gente que agride o outro, seja por qual motivo for. Gente que precisa diminuir o outro pra se sentir grande.

O que essa gente esqueceu é que a Prefeitura não é apenas o prédio de paredes de concreto e pintado de laranja, que figura imponente na Avenida Manoel Roque. Em casos como o das chuvas e dos alagamentos na cidade, a Prefeitura sou eu, Silvia Palma e dezenas de colegas servidores, pais de família que deixaram filhos e mulheres em casa e saíram debaixo de muita água para ajudar quem precisava deixar suas casas às pressas. Pessoas, que junto com Bombeiros, passaram madrugadas inteiras limpando tubulações, sinalizando deslizamentos e buracos, digitando textos informativos, fotografando os estragos e as áreas de riscos para que os videirenses soubessem onde havia risco e onde eles precisavam evitar estar.

Gente que é humana e que muitas vezes falha, mas que em episódios como este, asseguro de todo o coração: deu o máximo de si. Fez com esmero, com amor ao próximo e à esta cidade. Portanto, críticos virtuais ou você que fala besteira nas rodas de amigos. Saibam que as palavras de vocês ferem gente de bem. Ferem gente que trabalhou para assegurar que você pudesse sair e ou permanecesse em casa, mas com segurança. Gente que torce por Videira e derramou lágrimas por famílias atingidas e por ver parte da cidade ser destruída pela fúria da natureza. Seus comentários infelizes foram desestimulantes. 

Carreguem essa verdade e a informação de que existe servidor público íntegro, comprometido e de boa índole. E da próxima vez, se forem capazes, se não puderem ajudar nem com palavras, façam votos de abstinência virtual. Os videirenses de bem agradecem! 

 Silvia Palma
 Servidora Pública na Prefeitura de Videira

terça-feira, 24 de junho de 2014

Quando olhar para trás é bom...



Hoje foi um daqueles dias em que olhei para trás e vi nitidamente os cuidados de Deus, em minha vida, quando eu nem imaginava que Ele estava comigo. Recebi no final da tarde o seguinte e-mail: " Silvia, pesquisando dados meus na internet achei um comentário seu em 2008 sobre um tal "CHEFE , GENTE BOA". Me fez muito bem.VOCÊ SILVIA também deixou saudades e boas lembranças. Um grande beijo. JOÃO." 

O curto, mas expressivo conteúdo partiu do meu primeiro chefe em Curitiba. Isso foi há quase de 20 anos, quando incentivada pela minha mana Sandra, que já morava lá, também me encorajei a sair da zona de conforto de Marilena City, para criar minha própria vida. João foi um chefe paternal. Me tratava como uma de suas filhas e me incentivava a vencer a saudade que sentia de Marilena no primeiro ano vivendo na capital paranaense. Era meio atrapalhado com as finanças, isso é verdade, mas era sempre tão amoroso que não conseguia ficar brava com ele. 

O contado dele me emocionou. Devolvi-lhe um e-mail cheio de boas lembranças em sua companhia e dos colegas que também trabalhavam na imobiliária, no Alto da XV. Ao ler o e-mail também pensei: ei Papai do Céu, tu cuidastes de mim por todo o caminho que percorri, heim! 

Sempre colocou boas pessoas pelo percurso e me ensinou a retribuir gestos fraternais. Como não lhe ser grata por todo o sempre?

segunda-feira, 16 de junho de 2014

I´m single...

 “Véio, na boa”, mulheres solteiras podem ser gentis pelo simples fato de serem gentis, por serem educadas e prestativas e ponto. Só por isso!

Não foi a primeira vez que me senti constrangida por querer ser gentil com alguém. Ocorre que nunca tive carro e zilhões de vezes dependi da carona e da gentileza alheia. Pensava comigo: quando eu tiver meu carro quero retribuir todas as caronas que já ganhei. Mas tô percebendo que não dá. As pessoas interpretam gentileza com interesses particularmente emocionais e sexuais.

Eu acho  uma pobreza de espírito tremenda! Não é porque sou solteira que tudo que faço tenha a  pretensão de dar em cima de alguém. Não é porque sou solteira que sou uma predadora. Quanta deselegância! Quanta mesquinharia!

Eu já sabia que muitos  casais “cortam” a presença de solteiros em seus círculos e já achava isso desnecessário. Agora, estou tremendamente irritada com a pequenez e a imbecilidade de quem acha que uma carona pode ter segundas intenções. E vamos ser francos, Videira é uma cidade com morros quilométricos. Qualquer caminhada aqui exige um esforço hercúleo. E isso, sinceramente me comovia a oferecer carona, mas essa é mais uma conduta a ser reavaliada.

sábado, 17 de maio de 2014

Hope...



Expectativa: esperar, desejar, ter esperança....

Diz a lenda que a pior coisa para um relacionamento é quando um dos envolvidos cria expectativas. Falsas ou verdadeiras expectativas, o fato é que projetar qualquer coisa para o futuro pode ser o primeiro passo para a falha do tal projeto. O que a lenda reza, contudo, é contrário do que prega a lógica. Pelo raciocínio matemático, tudo o que precisa ser fundado, construído, edificado, precisa antes de um plano, uma expectativa. É que mais do que uma projeção do futuro, a expectativa é uma esperança, uma aposta benevolente no universo. E nos dois cenários possíveis (criar ou não criar expectativas), o não amar é sempre mais doloroso, podem acreditar.

Era a expectativa o que me fazia acreditar, queda após queda, que o próximo amor seria melhor, mais intenso, mais profundo, mais pra sempre. E era isso que me enchia de coragem para enfrentar tantas decepções quanto fossem necessárias, até ver meu sonho falhar de novo ou triunfar enfim.Mas o que eu tenho hoje é a falta de esperança de quem não espera nada. De quem não espera encontrar o amor, esbarrando ombros numa livraria. De quem não espera se apaixonar no primeiro beijo. De quem não espera ser apresentada por uma amiga. De quem não espera fixar o olhar em alguém no meio de uma multidão. De quem não espera o tempo certo, por que está cansada, decepcionada, desestimulada.

Eu acreditava que não criar expectativas deixaria a vida mais leve, o caminho mais fácil. E no começo é essa a falsa sensação de liberdade que temos. Mas depois percebemos que essa leveza é passageira e que esse desapego nos preenche de um imenso vazio, tão vasto, que fica difícil alguém entrar nesse espaço de novo. A falta de expectativas nos distancia da capacidade de incluir o outro na nossa vida, de pensar no plural e enxergar que alguém pode andar ao nosso lado. A falta de expectativas nos priva dessa vontade de imaginar em 2 segundos, nossa vida inteira com outra pessoa, e nessa falta de planos, não apostamos, fundamos, edificamos nem construímos nada. Nem prédios, nem amor.



segunda-feira, 17 de março de 2014

Conversa alheia...

Eu que achava que nunca iria casar e tão pouco ser mãe, mudei de ideia. Sim, mudei radicalmente. A cerca de um ano alimento o sonho de formar uma família para chamar de minha e ter uma casinha branca de varanda para ver o sol nascer. Um bebê ou vários também fazem parte do pacote. Tenho pedido a Deus que me conceda essa graça. E creio que Ele vai me presentear.

Mas hoje na hora do almoço sentei perto de uma mesa, onde duas moças conversavam. Uma delas falava sobre o fim do relacionamento de seis anos. Na verdade ela lia para a amiga um extenso e-mail que o ex-amado havia lhe encaminhado. Ela não parecia triste. Parecia mais que debochava do e-mail dramático enviado pelo moço. Na carta virtual o moço lamentava o modo como a tinha tratado no tempo em que estiveram juntos. Lamentava ter perdido a confiança dela e pela cara que ela fazia, ele deve ter aprontado muitas vezes.

Em um dos trechos ele dizia que "os elos da corrente que os unia" estavam quebrados. Que a partir daquele e-mail ela estava livre para seguir a vida e não mais sofrer, por causa dele. O sujeito manipulava a história querendo fazer a moça se sentir culpada por jogar pro alto um relacionamento de seis anos, mesmo que esse relacionamento fosse uma bela porcaria. Dizia em tom irônico pra ela ir curtir as amigas, que essas sim eram parceiras dela para sempre. Enfim, um show dramático mexicano que não comoveu a moça e nem a amiga que a ouvia ( e nem a mim que intrometida ouvi tudo atentamente..heheh).

Depois de ouvir tudo aquilo orei a Deus pra me livrar de uma situação como aquela. Já vivi relacionamentos assim e por causa deles não me imaginava casada. Deus há de estar preparando um homem especial pra mim (eu disse especial e não perfeito). O que sei é que não quero nunca mais me envolver em relacionamentos manipuladores e doloridos. Nunca mais. E que Deus também esteja ao lado da minha mesa, me ouvindo!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Empty...

E quando você partilha em uma rede social um assunto que te magoou extremamente  e encontra uma pessoa que ao invés de se solidarizar com sua causa, apenas diz:

- Nossa Silvia, como você tem amigos que escrevem errado! Ví aquela tua postagem e teve uma menina que cometeu um erro gravíssimo de português.

Me digam: o mundo tem solução com gente vazia desse jeito?

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Aparências...



Eu queria saber por que sempre que alguém pensa em me ofender, por qualquer motivo que seja, a primeira coisa que faz é me chamar de GORDA ou de BUNDUDA? Até de pata gorda já fui chamada! Francamente né, meus queridos! Tenho cérebro, tenho sentimentos, tenho um CORAÇÃO. 

Chamem-me de mau caráter, chamem-me de burra, de hipócrita, de desonesta. Mexa com minha essência e então refletirei sobre o motivo pelo qual te provoquei tal sentimento. Julgar-me pela minha aparência?

Sinceramente, quando isso acontece tenho vontade de cantar aquela música infantil que a gente aprende na igreja.. 
 ♪ Aos olhos do Pai 
Você é uma obra-prima 
Que Ele planejou
 Com suas próprias mãos pintou
 A cor de sua pele 
Os seus cabelos desenhou
Cada detalhe 
Num toque de amor ♪ 

 Aqui na minha cabeça, quando ouço essa musiquinha fico pensando no capricho de Deus: Vou fazer essa menininha com olhos grandes, cabelos escorridos e uma pintinha na palma da mão. Quando ela se envergonhar ou se enfurecer vai ficar com as bochechas rosadas. Vou dar-lhe mãos delicadas e pés onde nascerão calos.. Ah, ela também vai ser fofinha!...heheh 

 Deus é amoroso, é caprichoso, mas não se importa com nossa aparência e disse isso à Samuel: "Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração". 

Ah, Silvia, mas você não se entristece com isso? 
Sim, me entristeço, seria hipócrita se dissesse que não. 
 Mas a minha tristeza não é pela ofensa. É pelo julgamento vazio e superficial de quem me avalia por minha aparência. Sou mais que esse invólucro. 
Bem mais que isso e sobretudo tenho saúde, graças a Deus. 
 Então, belezuras, mudem o discurso. 

Aos olhos do Pai eu sou uma princesa, tá bom!? heheh

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ah, se eu não tivesse medo...

Eu queria ser dessas pessoas afetuosas. Queria muito. Queria abraçar sem neuras e dar beijinhos estalados.Queria não hesitar segundos antes de encostar a cabeça nos ombros mais próximos. 

Eu sempre hesito. Queria dizer. Eu sempre sinto, sinto muito, sinto tanto, sou cheia dos sentimentos, mas raramente digo. Acho que as pessoas acabam adivinhando. Queria que não fosse preciso adivinhar. Sei que meus olhos são bons em dizer, mas eu queria dizer, dizer mesmo. Escuta, meu amor. Olha, meu bem. Meu amor. 

Penso duas vezes antes de tudo. Penso duas vezes e muitas vezes não faço. Fazer é sempre um exercício - um exercício tímido de que tem medo de invadir. Queria não ter medo. 

Ah, se eu não tivesse medo...

sábado, 4 de janeiro de 2014

Confusão psíquica ou hormonal?

Acho que sou bipolar, mas admito. Eu não fui ao psiquiatra para me diagnosticar. Eu não tomo remédios controlados, e não sofro propriamente de instabilidade de comportamento, desses que me levam da euforia extrema à depressão profunda. Na verdade me expressei mal. Meu coração é bipolar, não eu. Eu sou apenas o invólucro onde ele habita, totalmente desgovernado e cheio de si, dono dos meus passos. 

Acontece que cada dia, principalmente na TPM, ele (o coração desgovernado) toma para si um novo papel. Seja o apaixonado, seja o insensível. Mas qualquer papel que seja, tem a intensidade de ser inteiro, de tomar conta de mim completamente. A verdade é que hoje eu posso amar com todas as forças, posso ser solícita e doce, posso ser compreensiva e sorrir pra você. Amanhã já não sei.Meu coração acorda de acordo com a própria vontade.

Desculpa! eu não tenho controle sobre ele. Amanhã você pode ser um estranho, alguém que eu nem quero mais na minha vida, ou que eu não vou me esforçar para agradar. Amanhã, quem sabe, você não caiba no meu peito, não haja espaço pro seu jeito. Desculpa, eu não tenho controle sobre ele!

Acontece, ainda que hoje, eu posso te querer por perto e pra sempre, mesmo sabendo que o pra sempre do meu peito dura apenas as próximas 24 horas. E no momento seguinte, quando você virar as costas, eu simplesmente pense: eu nunca mais quero te ver. Ou eu posso ainda acordar sem graça e sem viço e o coração acordar comigo, mas como se não batesse. Um coração insensível, sem espaço pro sentido, vazio. Um ninho intocável onde habita a solidão.

E no fim do dia, seja qual for o sentimento, o mais absurdo, o mais intenso, é todo meu e me toma, corpo e alma e coração.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Remember!




Essa foto retrata o meu mais importante momento em 2013! Este foi o ano em que provei da graça e da misericórdia de Deus! Muito embora, diversas vezes, eu tenha repetido que o ano que se encerra tenha sido difícil, ao parar para escrever, me dei conta que não foi nada disso! Deus me deu muito além do que eu imaginava e merecia e, sou muito grata à Ele por isso!

Foi em 2013 que me converti de verdade e me batizei deixando grande parte da Silvia para trás! Foi libertador descer do muro e assumir-me como cristã. Honrar o nome de Deus é uma tarefa árdua, pois nossa condição humana nos trai diariamente, mas mesmo assim, perceber-se sondada e quebrantada pelo Espírito Santo transcende todo o entendimento humano! Creiam!

Percebo que as dificuldades profissionais enfrentadas neste ano, serviram apenas para separar o joio do trigo e fortalecer a confiança que a mim foi destinada! Foram dias dolorosos, de angustia e incompreensão, mas que encerraram com a vontade Dele convergindo com a nossa! Obrigada por isso também, Papai do Céu! 

Como esquecer que, em 2013, me alegrei com o casamento dos meus sobrinhos Mayara e Raphael, em uma clara demonstração que àqueles que esperam em Deus são recompensados? Minha mana Selma também apostou no amor de novo, me mostrando que minha hora também vai chegar! 

Como não enaltecer o fato que, foi neste ano, em meio a uma tempestade,que ganhei duas novas oportunidades profissionais? Também foi nos últimos oito meses que venci o pavor de dirigir, comprei um carro e ganhei independência e autonomia para me locomover! Pode parecer besteira, mas imaginava que jamais conseguiria entrar em um carro e dirigir sem medo! Em tudo dai graças! Deus é tremendo! 

Obrigada pela saúde dos meus pais, dos meus manos e manas, sobrinhos e sobrinhas e também pela minha! Obrigada, Senhor, por me dar forças, diariamente, para suportar a dor latente da saudade deles! Obrigada pela nova família que me deste que é a Igreja Batista de Videira! Tu és fiel em sua promessa de nos cuidar!

Obrigada por me mostrar, que ainda posso amar e melhor que isso, ser amada! Obrigada por me mostrar que ainda tenho grandes sonhos a serem realizados! Neste ano, descobri que quero me casar e ser mãe. ("Melhor é serem dois do que um" - Eclesiastes 4:9). 

Continue comigo em 2014! Cuide dos meus sonhos! Tu sondas meu coração, conhece-me mesmo antes de ser gerada na barriga de minha mãe e por isso espero em Ti. 
É assim que oro agradecida!

Silvia, Cascavel - PR, verão de 2013!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Paralelos...

Hoje sai pela manhã, já atrasada, para um compromisso de trabalho. Joguei a mochila com a máquina fotográfica no banco de trás, a bolsa no banco da frente e manobrei apressada pra não deixar ninguém esperando. No centro da cidade peguei trânsito e enquanto esperava os carros seguirem tive um insight: Caraca! Estou dirigindo em um dia de chuva e vou chegar seca e confortável no meu compromisso!
Obrigada Senhor por me dar essa autonomia e independência!

Quantas mudanças minha vida sofreu em 2013! Quantas graças Deus me concedeu!
E que engraçado pensar nisso! Pensar na independência que é ter um carro, perder o medo de dirigir e não precisar mais andar de moto.

Engraçado porque essa independência só existe porque me tornei uma mulher submissa. Submissa aos planos de Deus! Submissa porque em 2013 entreguei minha vida à Ele. Thanks God!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Silvia Palma- Contradição é seu nome!

Celular toca com um número de Floripa. 
Silvia atende. 
-Senhora sou da empresa de pesquisa tal e gostaria de entrevistá-la sobre planos de telefonia. 
- Bah, agora? tô cheia de coisa pra fazer moço. Demora muito? 
- Uns 15 minutos, senhora. 
- Putz, quanto tempo! Mas tá bom, vou te ajudar, deve ser horrível fazer pesquisas... 
- Ok, Obrigada. Vamos lá. A senhora tem parentes ou conhecidos que trabalhem em agências de publicidade? 
- Tenho sim.Muitos. 
- Ok, já estamos finalizando a pesquisa. 
- Oxe, finalizando? Tá doido menino? Tá me tirando? Você me disse 15 minutos e não deu nem dois!
- Senhora, me desculpe, mas a senhora não se enquadrou no meu perfil! 
- Aff, nunca mais serei gentil com você! Tchau! 
hahahah

sábado, 12 de outubro de 2013

Como pude?

Surpreendente como mudamos ao longo do tempo. Nesta semana, dei de cara novamente, com uma situação, que há uns dois anos eu achei o máximo viver. Naquela época me achei transgressora, corajosa, despojada e descolada. Me vangloriei por ter vivido aquilo. Está registrado aqui no Reflexos de Mim.

Ao ser surpreendida com o encontro dessa semana, o único sentimento que consegui manifestar foi arrependimento! Como pude?

Me lembrei que após o primeiro encontro, quis muito repetir aquela situação. Muito mesmo!
E na última terça-feira, com olhos nos olhos, me envergonhei!


Mansidão...

Como é difícil chegarmos a um consenso quando o assunto é relação interpessoal. Como está cada vez mais difícil tolerarmos as atitudes que não nos agradam no próximo. Que tarefa árdua engolir, ponderar, absorver, digerir uma ofensa.

Eu confesso que não tenho muita habilidade para tal. Tenho feito esforços hercúleos para manter-me distante de confrontos orais. Me falta mansidão, ponderação e sabedoria emocional. Sabe aquela saída estratégica pela direita, com a categoria de uma lady? Pois é! eu não tenho.

Não posso menosprezar a evolução que venho apresentando. Deus tem agido por aqui! Para não me alterar, tenho saído das rodas de conversa, mas o fato é que, antes de sair, deixo um rastro de indignação nada poético e delicado, denotados no meu olhar, tom de voz e modo de pisar. Tão deselegante! Tão desnecessário!


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pelos poderes de Grayskull...

Há quem prefira os covardes, que se alinham ao alarido diante da dificuldade. E há os que escolhem honrar a palavra empenhada, honrar a crença, honrar a condição de sempre posicionar-se com respeito. Posso pecar pelo excesso, mas jamais vou acovardar-me diante do que quer que seja!  # sesentindoashe-ra