quarta-feira, 11 de setembro de 2013

No strings attached...

No strings attached. No limits, no boundaries. I feel painless and relieved. My heart is so full of freedom, so full of myself, so mighty and untamed, that  it can not be taken or conquered, it has to be given...

Sem amarras. Sem limites, sem fronteiras. Eu me sinto indolor e aliviada. Meu coração está tão cheio de liberdade, tão cheio de mim mesmo, tão poderoso e indomável, que não pode ser tomado ou conquistado, ele tem que ser dado ...

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Entrega...

Na manhã do último domingo (1º)  professei publicamente minha fé e a certeza de que Jesus é meu único e suficiente salvador. Posso afirmar que, definitivamente, a fé transcende o entendimento humano, pois eu que vivo das palavras, eu, que sempre as encontro para traduzir o que sinto e, o que os outros sentem, naquele domingo, nem que eu fosse a mais sábia das poetizas, conseguiria por no papel, a dimensão do amor de Deus por mim e a emoção que senti.

O Batismo é algo tão grandioso, importante e único na vida de um cristão, que até o próprio Jesus, que era o próprio Deus, tinha todo poder, autoridade e santidade, se batizou como nós.

Obrigada a cada membro da Igreja Batista de Videira que me acolheu como sua família. Obrigada a minha mana Sandra e as minhas sobrinhas Mayara e Vitória , assim como o Marcos, que reservaram um pouquinho do seu dia para partilhar comigo o momento mais especial da minha vida.

Foi a decisão mais importante e difícil que tomei em minha vida, mas me saibam feliz!





sábado, 24 de agosto de 2013

Aos prepotentes do caminho...

A prepotência é irmã da arrogância. Nascem ambas do complexo de inferioridade que vocês nem se deram conta que tem. Para compensar esse complexo, vocês passam a agir de forma a demonstrar o que lhes falta, isto é, acreditar em si mesmos. Preferem submeter, humilhar, menosprezar e constranger os outros por não conseguirem suportar seu sentimento interno de pura pequenez. Não se enganem. O fio que separa a autoconfiança, a ousadia e a segurança, da arrogância, é muito tênue.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Precisa mais?

Constantino foi o primeiro a chegar. Recebeu o nome do meu avô materno, o homem mais especial que já conheci. Constantino completa 4 anos no próximo dia 29. Já é um adulto respeitável, se fosse humano teria 29 anos.

O difícil é fazer quem não gosta de animais, entender a ligação que nós podemos ter com eles. Já ouvi muitas coisas ao declarar carinho e afeição pelos meus bichos. Algumas sutis e outras no tom de que gostar de bicho é coisa típica de solteiras (solteironas) ou de quem dedica amor ao bicho, maltrata os humanos....

Não é nenhuma das alternativas ou dos adjetivos que tenho recebido. Poderia elencar aqui, uma série de atitudes que Constantino e Vilaró tem em relação a mim. Entre as mais importantes estão o fato deles partilharem a solidão e a ausência da família, o carinho no momento em que abro a porta e eles vem roçar seus corpos nas minhas pernas em uma demonstração clara que sentiram minha falta, o olhar enternecedor e o aconchego em meu colo, quando as lágrimas caem por algum motivo.


Precisa mais?

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Os melhores textos não são felizes...

Já quis escrever textos felizes, que fizessem as pessoas rirem, mas o que tenho de engraçada na convivência,  acho que não o tenho na escrita. Isto porque, na grande maioria das vezes só escrevo quando estou triste ou quando o assunto realmente se vê pertinente e inconvenientemente chato na minha cabeça.

Contudo, sempre me pergunto: por que é tão difícil escrever textos felizes? E as perguntas continuam. 
Mas de que valem os textos felizes?

Sem que isso soe pretensioso demais, mas pelas minhas constatações os grandes textos, os grandes poemas e os grandes poetas não escreveram textos felizes.Eu acho que os textos com aquele tempero de saudosismo e melancolia são aqueles que guardamos para sempre. Porque o ser humano tem um quê de derrotado e a derrota é tão mais vivida, mais sofrida e mais sentida que a alegria, que a vitória.

O que seria da poesia sem a incerteza, a agonia profunda, o desespero, o trágico e o infortúnio? O que seria das grandes estórias sem o verbo rasgado e os conflitos humanos ou o desequilíbrio ? 

Seja qual for a narrativa, eu creio que  só é sublime e profunda, se for submersa nos nossos maiores pesares. Né não?

sábado, 10 de agosto de 2013

Elas não me representam....

No supermercado, na fila da pizza, duas moças atrás de mim conversavam animadamente. Eram muito bonitas. Bem bonitas, mesmo. O celular de uma delas recebeu uma mensagem. Sem cerimônia ela tirou o aparelho do meio dos seios (no estilo Larissa Riquelme). Leu a mensagem em voz alta. 

Era de um rapaz que dizia que ela era uma mulher especial e queria vê-la. Então, a moça bonita acabou de ler e caiu na risada junto com a amiga. -Você acredita que esse fulano me mandou flores? Por favor, né! Que ridículo! Quer me agradar me mande uma nota de R$ 50,00 – exclamou.

A amiga concordou. Riram alto novamente e ridicularizaram mais uma vez o gesto do moço. A fila andou, mas ainda tive tempo de as ouvir falando pras duas mulheres que montavam as pizzas: - sorte que vocês são casadas, porque os homens hoje em dia são todos uns idiotas.
Oi?

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Eu queria correr...

Eu queria correr. Desenfreadamente, sem limites, para onde o único destino fosse aquele imposto pela medida da minha exaustão. Eu queria correr para longe, distante o suficiente, para ouvir apenas os meus passos, onde o som mais intenso fosse o arfar da respiração....

Eu queria correr numa só direção, numa estrada reta, sem horizonte. Correr num ritmo constante e sem fim. Eu queria sentir o vento secando a pele, do meu esforço, tirando meus cabelos do rosto. Eu queria chegar ao fim e começar de novo...

Correr sem rumo ou descanso, sentindo cada músculo ardendo no corpo, sentindo a dormência do sangue em movimento. Eu queria correr até me faltar o fôlego, até abrir o peito, e solto, poder sair do chão. 

E que seja qual for o fim do percurso, que seja a minha companhia o silêncio que só a ausência permite, ao coração...

terça-feira, 30 de julho de 2013

Altos e baixos...

Faz tempo, tanto tempo, que eu nem lembro quando foi a última vez, que eu me senti assim, num estado embrionário, como se fosse um feto bem encolhido, guardando todas as energias para o nascimento. Como eu já nasci, suponho que seja um renascimento, no sentido figurado, claro. Sempre vejo a vida como uma sucessão de levantes e declínios em períodos mais ou menos longos, instáveis, imprevisíveis e aleatórios provocados por eventos de ordem universal e incompreensível. Partindo do princípio clichê da montanha russa, como metáfora para a vida, com altos e baixos, momentos bons e ruins, eu tenho considerações a fazer. 

No caso da montanha russa, os altos e baixos querem dizer justamente o oposto da própria definição: o alto da montanha russa é o marasmo e a inércia, e a descida da montanha é a adrenalina e a emoção. Isso significa que essa metáfora pra vida serve apenas se pensarmos que "o alto da montanha" (felicidade, realização, amor, paz, etc) é o ponto de inércia do ser humano e que, por isso, "a descida da montanha" só pode ser a própria vida, em si, em todas as dimensões do sofrimento, do desespero, a atividade emocional e, por isso, da emoção. 

O que eu quero dizer com isto tudo, mesmo que eu não esteja conseguindo me fazer entender (ou estou?), é que a felicidade/realização/etc é o estado de latência/plenitude embrionária no qual eu me encontro, lá no topo da montanha russa, aquele ponto de conforto e acomodação que precede a descida, e isso pode parecer interessante afinal não é a felicidade o que todos nós buscamos? É, seria, se não fosse a inércia óbvia dos meus pensamentos, o marasmo emocional,
a preguiça com que se arrastam os meus dias e uma felicidade solitária, desbotada e sem fim que só pode ser alimentada com séries no computador, livros e silêncio.

Com certeza a descida está próxima e em algum momento inesperado eu serei arremessada contra o vento, sentindo o estômago colar nas costas, os pulmões doerem invadidos de ar, e a angústia de todos os sentimentos esquecidos vão brotar na minha boca como um grito, me trazendo a um novo ponto de partida.

domingo, 14 de julho de 2013

Laços...

Porque hoje é domingo, dia de solidão no 501, quase véspera de um reencontro, me deu  uma vontade danada de dizer alguma coisa, qualquer coisa, sobre paternidade. N
ão sei nada sobre SER mãe ou pai; minha experiência se limita a TER pai e mãe. Do alto dos meus 38 anos, ainda imaturos, só posso dizer que não deve ser fácil ser pai ou mãe de alguém ( ser filho também não é tarefa das mais simples). Imagino o que se passa pela cabeça e pelo coração de alguém, quando descobre que vai , para sempre, influenciar diretamente a vida de uma pessoa que nem conhece cuja companhia não tem direito de escolher.
Porque pai e mãe não escolhem o filho que terão, não decidem se aquela pessoa será interessante e divertida, não podem simplesmente se cansar de um filho chato e arranjar outro, assim como fazemos com amigos,amores, conhecidos. Ter um filho, me parece, é como dar um tiro no escuro, é fazer um contrato de amor vitalício, pra sempre, sem garantias.

Uma coisa que aprendi nesses últimos tempos e que vale para todas as nossas relações é que não se pode esperar o tempo ajeitar tudo. Uma vez, me disseram que eu entenderia muitas coisas quando crescesse, quando fosse adulta. Pois é, a gente entende mesmo. A gente cresce e entende que nossos pais são de carne e osso feito a gente. Erram, acertam, choram, se cansam como todo mundo. A gente aprende a entender isso; busca aprender a perdoar seus erros e a compreender suas dores porque também temos as nossas dores e os nossos erros.

Então, chega um tempo que o amor e o afeto prevalecem, de alguma forma. Há casos, porém, em que o entendimento vem, mas alguns espaços nunca são preenchidos de fato. Porque há conceitos que não brotam assim do nada, só porque a gente quer.  Acho que o amor tem que ser um processo vitalício, tanto quanto vitalício é o registro de um nome numa certidão de nascimento.


Se eu pudesse dizer algo para todos os pais agora, eu sugeriria que nunca negligenciem as pessoas que amam. É um clichê, eu sei, mas funciona. Ainda que a gente não saiba ser maduro, coerente; por mais que a gente faça coisas erradas, vale a pena não ser egoísta. Pode não evitar sofrimento, estresse, anos de terapia, mas garante a vitalidade de laços indispensáveis.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ciclos...

Era final julho de 2005. Fazia muito frio, mas eu pouco me importei com a temperatura. Queria mesmo era recomeçar minha vida profissional. Depois de nove anos em Joaçaba, era hora de partir. Com dedicação escolhi minha nova morada, na nova cidade que ira me acolher: Videira. Não sofri por deixar Joaçaba. Não sofri porque o namorado da época continuaria morando lá e eu cá. Estava feliz e determinada a enfrentar a nova cidade e o novo trabalho, mesmo sabendo que tinha tempo marcado, cerca de dois anos.

Escolhi cada detalhe da nova casa que seria só minha. Comprei móveis novos, utensílios domésticos, objetos de decoração. Arrumei meu cantinho e fui feliz com as visitas semanais do meu amor. Também amei meu novo trabalho e passei a construir aqui na Capital da Uva, novos capítulos da minha história. 

Desde então, alguns anos se passaram. Neste mês, o ciclo de oito anos se completa. Dos 30 anos pulei para os 38. É um tempo considerável. Nesse período o namoro acabou e o amor se dissipou. Nunca mais o encontrei e creio que também não o tenha procurado com a atenção que ele merece. Engana-se quem pensa que por conta disso fui infeliz. Muito pelo contrário. Conheci muita gente bacana. Me enamorei. Fiz amigos. Mudei novamente de emprego.Cresci profissionalmente. Estudei. Sofri de saudades da minha família que mora longe. Mas estou mais madura. Estou feliz. 

 O futuro será aqui? Bah! Não me façam pergunta difícil. A única certeza que tenho é que eu gostaria de estar mais perto dos meus e principalmente que sei que Deus está no controle de tudo. E Ele só vai me levar para onde eu mereça.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Era primavera...

Eu já estive apaixonada quatro ou cinco vezes na  vida e não posso afirmar, com precisão, se um dia já amei um homem verdadeiramente. No fundo eu acho que não. Mas como saber o amor ?
Das paixões, eu creio que me lembre, pelo modo como terminaram. Doloridamente. Nem todas, mas algumas doeram muito. Doeram alma e corpo.  Talvez tenham sido aquelas em que entrei com a bunda e meus "amados" com o pé, para tornar o "fora", mais humorado.

Algumas delas nem me lembro mais porque doeram tanto e as que me lembro, posso assegurar que a lembrança não é por apego, só é porque não temos o poder de apagar nossa memória com uma borracha imaginária.

Era primavera em Videira...

Às oito de um sábado ele tocou a campainha e eu não imaginava o desfecho. Tudo parecia normal, cheio de idas e vindas, como sempre, mas com final feliz. Já estávamos juntos havia quase quatro anos e eu conhecia os movimentos que, aos finais de semana o levavam e o traziam de volta. Mas aquele dia foi diferente, ele estava determinado, frio, com um olhar vazado, quase nulo, e, por mais que eu tentasse trazê-lo de volta daquele fundo onde parecia ter se escondido, eu não conseguia. 

Passamos a metade da manhã conversando, encerrando aquela história que nos parecia interminável. Tentei fazer com que se lembrasse dos nossos momentos, dos nossos pactos e sonhos, das nossas conquistas, da parceria, da cumplicidade, do desejo, mas nada, ele estava certo do que queria. Tão certo que se constrangia, visivelmente, com aquela situação. 

- Você sofre porque me ama, eu dizia -  porque não quer se afastar de mim. Ele ficava mudo porque sabia que não, ele sofria exatamente porque não me queria mais, mesmo com toda cumplicidade, parceria, sonhos, pactos, conquistas, desejo. Às 10h30 ele saiu, estávamos exaustos. Me joguei na cama. Era um dia de primavera. Fechei os olhos enquanto lágrimas escorriam pelo rosto. Rememorei os quase quatro anos ao lado daquela criatura. Às vezes suspirava para secar aquele rio insistente brotando dos meus olhos. Tudo doía, o peito, os olhos, as mãos, o céu também doía e as ruas, as esquinas, a minha vida, tudo amargava em minha boca. 

Na segunda-feira a vida continuou. Fui trabalhar  e me vi, por alguns segundos, com um andar tão lânguido, os olhos inchados, os ombros caídos, as lágrimas iminentes, era tudo tão bonito, que me encantou. Continuei sofrendo, na terça, na quarta, na quinta, na sexta.  Foram incontáveis telefonemas e lágrimas querendo compreender porque o namoro havia findado. Não tinha explicação plausível que me convencesse. Escrevi -lhe uma carta. Nas linhas tinham promessas que eu jamais poderia cumprir, mas cá entre nós, um drama bem feito pode gerar frutos.

E assim foi. Uma semana depois a semente tinha germinado. O "querido" havia se arrependido. Curtir a vida, solteiro, como ele previra, duas semanas antes, não era lá essa maravilha que lhe tinham propagado. E ele reapareceu. Dessa vez era ele quem implorava uma segunda chance. Titubeei, mas pensei com meus botões: se ele te abandonou uma vez, vai fazer uma segunda. Vale a pena? você o ama? eram questões que giravam na minha cabeça.

Então eu disse não. A dor provocada por aquele menino fez com que eu visse uma jovem mulher vivendo, tão digna em sua dor, tão firme em seus propósitos, que pude sentir alegria, alegria de viver, com todos os ganhos e perdas, com todos os conflitos e contradições que estar vivo implica. E segui minha vida. Solteira.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Inspiração...

Como você tem agido na sua vida? Em todos os sentidos. Os pessoais, os profissionais e os interpessoais?
Essas são perguntas que tem me tirado o sono nos últimos tempos, porque tenho uma certeza muito grande que Deus não me criou para ser apenas a Silvia que venho sendo. Certamente Ele espera mais de mim, afinal me fez única. Não há nenhuma outra criatura, na face da terra, que seja igual a mim. Então, será que os rumos que eu tenho dado pra minha vida são dignos do direito de "personalização" que Deus me deu?

Sinceramente, eu acredito estar muito aquém das expectativas que Deus tem comigo. E não falo em fazer a diferença no universo e receber o Nobel da Paz. Não, não é nada disso. É fazer a diferença no meu contexto. No contexto que me abriga. Já houve um tempo em que eu queria passar despercebida. Queria ficar escondidinha. E assim fiquei. Mas ser morna é muito frustrante. Quero ser fogo. Labareda. Servir de inspiração. Não como modelo de algo, porque cada um carrega sua singularidade. Mas tem pessoas que nos inspiram. Pessoas que exalam o perfume da fé e da vida em sua plenitude, com dores e alegrias.

Para trilhar esse caminho, eu já sei que
é preciso ter dedicação, serenidade, mansidão. É preciso ter consciência que há conseqüências na vida que não têm volta. Há planos que não podem ser refeitos. Há sonhos que não podem ser sonhados novamente. Há perdas que não têm restituição. Há prejuízos sem volta e há oportunidades que são perdidas para sempre. 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

É o que tenho a relatar...

Sabe qual o problema de se fazer de forte o tempo todo?
De liderar com pulso firme, de ser compreensiva e de se manter ereta mesmo que o peso seja quase insuportável?
É que as pessoas acabam esquecendo que você também tem sentimentos...

Que assim seja...

Que os sensíveis sejam também protegidos. Que sejam protegidos todos os que veem muito além das aparências. Todos os que ouvem bem pra lá de qualquer palavra. Todos os que bordam maciez no tecido áspero do cotidiano
.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Atracadouro de dores e alegrias...

Porto seguro: Um local que os navios atracam em segurança. Amparo. Confiança. Alguém que está sempre ali, transmitindo força para lutar. 

Existem poucas pessoas assim. Mas existem. Pessoas cujo nome acompanha essa denominação de "porto seguro". Pessoas que são como rochas inabaláveis que aguentam, intactas, o bater furioso das nossas ondas. 

Eu vou e volto. Fortaleço e esmoreço. Renovo e canso. Sorrio e choro, mas meu barco tem sempre um porto para voltar. Posso contar nos dedos as pessoas que são assim, que perto ou longe me dão esse abraço de esperança. Que aliviam o peito e acalmam o coração com meia dúzia de palavras. Que me inundam de um conforto que eu não posso explicar. Que carregam meu coração nas mãos e colocam pra ninar. Que me fazem dormir sorrindo e transformam meu medo em confiança para lutar. 

Essas pessoas são raras, mas são certas. É quase difícil identificar, mas quando menos esperamos, estamos acomodados, dentro dos seus braços, protegidos e salvos. Compreendem meus desesperos e, se for preciso, gritam junto comigo. 

Minha maré sobe e desce. Meu convés alaga e esvazia. Minha vela debate, enfurecida, ou navega suave, na brisa. Meu leme apruma ou desgoverna. A proa sacode, alerta, mas meu navio sem destino, tem um lugar pra voltar.

Ai, ai...

Há dias chove em Videira e embora a presença da chuva traga alguns transtornos em minha logística diária, ainda assim eu gosto muito de sua presença.... 

A definição de chuva pra mim é muito mais que um fenômeno físico, a chuva traz consigo uma nostalgia gostosinha, um aconchego e uma afago na alma.... 

Sempre, sempre mesmo durmo com a TV ligada....mas quando chove eu a faço silenciar...quero ouvir a chuva, essa mocinha tão temperamental... hora é suave e poética, hora vira um furacão apavorador.... 

Tenho a sensação que sempre que chove há uma saudade que me acolhe , numa nuvem quase inventada, repleta de sonhos não realizados, calados, represados, sentenciados... 

Eu acho que a chuva traz consigo uma torrente de lembranças e saudades... 
Umedece o olhar marejando-o de incontáveis ais. 

Ai, ai....

terça-feira, 25 de junho de 2013

É assim...

Desde pequeno, a gente aprende a separar as características em boas e ruins, qualidades e defeitos. 
A gente aprende que é assim com todo mundo e que tudo bem. 
Mas não tarda a começar a confusão.
Nossas mães nos ensinam que não podemos ser teimosas, porque teimosia é defeito.
Mas quando conseguimos alguma coisa depois de muito tentar, elas ficam orgulhosas e nos chamam de persistentes. E persistente, para mim, é outro nome para teimosa.
Então, houve um tempo que você era conhecida porque era carinhosa.
Mas aí, um dia, te chamam de grudenta e você descobre que ser carinhoso, não é qualidade sempre, e,  pode até enjoar.
Você perguntava muito e as pessoas te achavam esperta. 
Mas também houve uma época que elas se irritavam e diziam que você era chata. 
E aí, tudo isso se confunde em quem você é e em como você se vê.

Das minhas qualidades infantis, se me lembro bem disso, o fato de eu ser sincera, por vezes, me rendia elogios. Mas depois de adulta, percebi que nem sempre a sinceridade é bem vinda. 
Não apenas porque as pessoas não estão preparadas ou não querem ouvir "minhas verdades", mas também porque as "minhas verdades" podem não ser as verdades dos outros. 
E é preciso aprender a respeitar esse contexto.

Quem é como eu, se irrita e sofre com quem age somente com meias palavras e mente.
Eu sofro quando o outro não se importa em mentir.
Sofro quando o outro não se importa em faltar com a verdade.
Na minha vida, se tem uma posição da qual eu gostaria de sair é essa: de quem espera que o outro se importe. Não pelo outro. Mas por mim.

domingo, 23 de junho de 2013

Contradição...

A cada pouco penso: poxa vida, preciso dar atenção ao blog. Preciso escrever algo.
Mas, mesmo tendo tempo, não me animo, não encontro inspiração.
Hoje, sai pra almoçar e na volta, mais uma vez pensei: bah! coitado do Reflexos de Mim, tá tão abandonado!
E aqui estou para dizer que cheguei a uma conclusão.
Quanto mais vazia, mais triste, minha vida está, mais venho aqui escrever.
Tenho intimidade com a tristeza.
Acho até que tenho apego a essa danada.
Parece que com ela já sei lidar.
Que bobagem!
Ser feliz é bem melhor!
Mesmo que a felicidade me roube a inspiração!
Que contradição, para uma escrivinhadora, como eu,  não?


sexta-feira, 7 de junho de 2013

O que vem no peito...

Sou de momentos. 
Num eu amo 
no outro odeio
geralmente amo sem freio. 

Num eu pinto
 no outro eu leio
 num eu construo
 no outro rasgo
 sem receio. 

Num eu excedo
 no outro eu contenho
 e contida em mim
 me divido ao meio. 

 Num eu calo meu coração cheio
 no outro eu grito meu anseio. 

Em todos eu escrevo
 o que vem no peito.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Inefável...

Depois da tempestade deveria vir a bonança. Pelo menos é assim nos filmes, nas novelas, nos livros, nos sonhos. Deveria, mas não é assim que me sinto. Aliás, como mesmo, é que me sinto?

Explicar, me parece muito complexo. Me falta inteligência emocional para descrever, mas acho que tem a ver com melancolia....

Melancolia é bonito, melancolia é uma palavra doce e engraçada que parece fazer círculos dentro da boca, entre o céu e a língua, antes de sair....

Tem a ver com uma palavra dita casualmente... Tem a ver com o que desperta em algum canto do cérebro e te invade totalmente, como uma onda do mar que vem e te derruba.... 

É como estar girando dentro da onda, é como não saber o que dizer porque não se lembra de nada além do que não foi dito.... 

Tem a ver com zumbido no ouvido, com coração apertado, com cabeça que não pára quieta, com pensamento que vai mais rápido do que se pretende, pensamento que salta e escapa como a próxima cena de um sonho que nunca chega.... 

É mais bonito que solidão, é mais fácil que tristeza, é mais estranho que amor.... 

Tem a ver, mas não é. Só tem a ver.