É sempre assim....quando o telefone toca e sei que a ligação vem de Marilena, meu coração se divide entre a felicidade e a preocupação, que os quase mil quilometros de distância impõem...
No sábado, logo pela manhã ele tocou duas vezes.....uma chamada da minha mãe e outra da minha mana, mas eu não ouvi....E, se assim o tivesse feito, certamente saberia de ante-mão, que uma ligação nas primeiras horas da manhã do sábado, não seria portadora de boas notícias....
E não era mesmo!!! Eu saberia disso três horas mais tarde, quando ví as chamadas e retornei a ligação....do outro lado da linha ouvi a narrativa de que o filho de uma prima havia morrido....um jovem garoto...
O impacto em uma hora dessas é avassalador, tanto pela perda, pelo lamento, pela dor, quanto pela impotência.....Viver longe da família torna os sentimentos superdimensionados. O amor e a saudade crescem e as dores idem...Para minha prima Lorayne só posso orar e pedir à Deus que reconforte seu coração... Para mim, fica a certeza de que é preciso estar sempre de malas prontas, com a bagagem bem preparada para partirmos...para tanto, é imprescindível que organizemos nossos sentimentos e atitudes diante da vida e das pessoas...É necessário viver nossos sentimentos na plenitude e partilhar nosso melhor, porque quando partirmos, o recomeço poder ser mais fácil....
Creio firmemente que é melhor nos arrependermos daquilo que fizemos, do que daquilo que deixamos de fazer....se errarmos teremos a chance de retroceder e refazer.....mas lidar com a incerteza de como teria sido, se tivéssemos feito, é a pior das frustrações, que podemos carregar....
Isso vale para a expressão de sentimentos e de atitudes diante de quem gostamos..e, gostar e admitir, não é diminuir-se diante do outro. Pelo contrário....é permitir-se ser feliz e fazer o outro também.
Paz e Luz!






















